Writers, Wine and Douro
30 June 2018
2 days 1 nights
170.00€
Junho – Eça de Queiroz
Eça de Queiroz é um dos nomes mais importantes da literatura portuguesa. Foi um homem socialmente empenhado e ativo – além de escritor e ensaísta, foi também jornalista, epistológrafo e chegou mesmo a ocupar alguns cargos políticos. Dono de uma língua feroz e de um humor cáustico, foi um observador atento da sociedade do século XIX e, com a força das palavras, lutou contra aquilo que considerava ser “a ferrugem nacional” estabelecendo assim uma visão crítica da sociedade portuguesa, sendo o grande renovador do estilo literário português. As suas obras foram traduzidas em certa de vinte línguas e os seus livros continuam a ser publicados, ainda hoje, cem anos depois da sua morte, com a mesma pertinência e beleza.
O Vinho do Douro segundo Jancis Robinson, numa entrevista ao Expresso
Os pontos fortes são as castas portuguesas e o facto de ser um vinho único e tão característico. Não é uma simples cópia do vinho dos outros. A paisagem local – sobretudo na região do Douro, tão única – também é uma vantagem adicional.
O Douro segundo António Barreto, numa entrevista ao Expresso “O Douro é muito fotogénico, sabe? Oferece uma variedade tão intensa de paisagens e de pontos de vista. Quase nunca é chato. É contrastante, é forte. O nevoeiro é forte, o frio é fortíssimo, o calor, o sol, a luz é intensíssima, os mortórios, é tudo tão forte.”
Junho – Eça de Queiroz
Eça de Queiroz é um dos nomes mais importantes da literatura portuguesa. Foi um homem socialmente empenhado e ativo – além de escritor e ensaísta, foi também jornalista, epistológrafo e chegou mesmo a ocupar alguns cargos políticos. Dono de uma língua feroz e de um humor cáustico, foi um observador atento da sociedade do século XIX e, com a força das palavras, lutou contra aquilo que considerava ser “a ferrugem nacional” estabelecendo assim uma visão crítica da sociedade portuguesa, sendo o grande renovador do estilo literário português. As suas obras foram traduzidas em certa de vinte línguas e os seus livros continuam a ser publicados, ainda hoje, cem anos depois da sua morte, com a mesma pertinência e beleza.
O Vinho do Douro segundo Jancis Robinson, numa entrevista ao Expresso
Os pontos fortes são as castas portuguesas e o facto de ser um vinho único e tão característico. Não é uma simples cópia do vinho dos outros. A paisagem local – sobretudo na região do Douro, tão única – também é uma vantagem adicional.
O Douro segundo António Barreto, numa entrevista ao Expresso “O Douro é muito fotogénico, sabe? Oferece uma variedade tão intensa de paisagens e de pontos de vista. Quase nunca é chato. É contrastante, é forte. O nevoeiro é forte, o frio é fortíssimo, o calor, o sol, a luz é intensíssima, os mortórios, é tudo tão forte.”
09h00
Saída de Viseu com destino ao Douro de Eça
de Queiroz.
A primeira paragem vai acontecer no Penedo de S. João, que é considerado o ex-líbris da freguesia de Freigil, concelho de Resende e fica situado a uma altitude de 560 metros. Deste miradouro, que é um dos lugares paisagísticos mais espetaculares desta região poderá observar-se um vasto espaço de Resende a Porto Antigo, da Ermida a Porto Manso, também Caldas de Aregos, a estação de Tormes e Santa Cruz do Douro. Os lugares que dele se avistam estão intimamente relacionados a locais ficcionais n’A Cidade e as Serras e n’A Ilustre Casa de Ramires. Tem uma vista soberba e vale a pena de facto a sua visita.
Este foi o último livro publicado de Eça de Queiroz. Neste momento a casa, propriedade privada, não é visitável até porque está bastante degradada, mas tal como o romance, que é imaginativo, garanto que vamos ter muita imaginação para visitar este lugar icónico da nossa literatura Portuguesa.
Seguimos viagem para a Fundação Eça de Queiroz. Criada em 1990, com o apoio dos descendentes do escritor e da Associação de Amigos de Eça de Queiroz, a Fundação está sediada na Casa e Quinta de Vila Nova, pertencente à família da mulher de Eça, Emília de Castro Pamplona, propriedade que Eça recebeu em herança e imortalizou como Quinta de Tormes em “A Cidade e as Serras”. Depois da visita ao Núcleo Museológico, é na Casa de Tormes que vamos saborear um delicioso almoço de ementa Queirosiana.
“[...] E pousou sobre a mesa uma travessa a
transbordar de arroz com favas.
Que desconsolo! Jacinto, em Paris, sempre abominara favas!...
Tentou todavia uma garfada tímida – e de novo
aqueles seus olhos, que
pessimismo enevoara, luziram, procurando os meus.
Outra larga
garfada, concentrada, com uma lentidão de frade
que se regala.
Depois um brado: – óptimo!... Ah,
destas favas, sim!
Oh que fava! Que delícia!”
Eça de Queiroz, in A Cidade e as Serras
Depois de uma bela almoçarada Duriense nada melhor que um passeio pelo Caminho de Jacinto.
“Os vales fofos de verdura, os bosques quase
sacros, os pomares cheirosos
em flor, a
frescura das águas cantantes, as ermidinhas
branqueando
nos altos, as rochas musgosas, o
ar de uma doçura de paraíso,
toda a majestade
e toda a lindeza.
Deixando resvalar o olhar
observe os vales poderosamente cavados
(...)
os bandos de arvoredos, tão copados e
redondos de um verde tão moço e sinta,
por
todo o lado, o esvoaçar leve dos pássaros.”
Eça de Queiroz, in A Cidade e as Serras
No final da caminhada uma travessia desde a Estação de Comboios de Aregos para o outro lado do Rio Douro, onde está o nosso hotel.
Para celebrar uma visita ao Douro, nada melhor do que saborear um belo Jantar Vínico.
No final do jantar, transporte para o hotel, mas antes de ir dormir, um passeio pedonal nas margens do Douro para ver as estrelas.
Após um belo pequeno almoço seguimos para uma piscina de águas minerais naturais nas Termas de Caldas de Aregos, e aqui vamos também ter a oportunidade de usufruir de um Banho Turco, numa das marinas mais bonitas do Rio Douro.
Depois deste momento tão relaxante, vamos, literalmente, embarcar numa viagem fantástica, subir o Rio Douro de barco desde Caldas de Aregos até Porto de Rei.
Em Porto de Rei vamos ter oportunidade de deambular pelos encantadores cerejais. Seguiremos para a Quinta da Massora para fazer uma prova de vinhos e usufruir de um almoço, uma incrível experiência Duriense.
Depois do almoço seguimos para a igreja românica de Santa Maria de Cárquere que alberga a capela funerária dos almirantes, senhores do concelho de Resende, descendentes de Egas Moniz. É o aio de D. Afonso Henriques que, com a ajuda do Conde D. Henrique, manda edificar o Mosteiro de Santa Maria de Cárquere perpetuando a lenda relacionada com o “problema de pernas” de D. Afonso Henriques. É esta igreja que Eça transporta para a ficção n’“A Ilustre Casa de Ramires como “Craquede” e é ai que se situam os túmulos dos ilustres Ramires dos quais descendia a personagem principal, Gonçalo Mendes Ramires.
Depois da visita a uma das igrejas mais bonitas da Rota do Românico, seguimos para Feirão.
Feirão fica situada na serra do Montemuro, é a freguesia mais pequena do concelho de Resende e na ficção do Escritor, Eça de Queiroz, n’O Crime do Padre Amaro é a primeira paróquia do padre Amaro.
In, O Crime do Padre Amaro
Após sentir o ar fresco e puro da serra, regressaremos a Viseu, mais felizes, mais cultos e mais relaxados. Garanto eu!
Included
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Transporte durante todo o percurso
-
Visita a todos os lugares mencionados no programa
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Entrada na Fundação Eça de Queiroz (visita ao Núcleo Museológico e almoço Queirosiano)
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1 noite em APA no Hotel Comércio
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1 Passeio de barco Caldas de Aregos – Porto de Rei
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Travessia e Barco Estação Caldas de Aregos – Caldas de Aregos
-
1 Jantar Vínico
-
Entrada nas Termas de Caldas de Aregos (Piscina e Banho Turco)
-
Prova de vinhos e Almoço Duriense
-
Seguro de viagem
-
Uma Líder de Viagens muito porreira.
Not Included
• Bebidas que não estejam incluídas nas refeições mencionadas e tudo o que não estiver devidamente mencionado como incluído no Programa.
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